POLÍCIA | INVESTIGAÇÃO

Suspeito de matar motorista de aplicativo em Bauru diz que agiu sozinho, aponta Polícia Civil

Homem de 23 anos confessou o crime após ser confrontado com imagens de câmeras de segurança. Segundo a investigação, a motorista Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, foi esfaqueada durante o roubo do veículo, em outubro.

Redação ConectaBauru·15 de outubro de 2026, 22:03
Suspeito de matar motorista de aplicativo em Bauru diz que agiu sozinho, aponta Polícia Civil
Foto: ConectaBauru / Bauru

A Polícia Civil informou que o homem de 23 anos preso suspeito de matar a motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, teria agido sozinho no crime. De acordo com os investigadores, a vítima foi atacada com golpes de faca após reagir ao roubo do carro, em Bauru, no interior de São Paulo.

O caso aconteceu em 7 de outubro e é investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte.

Imagens ajudaram a esclarecer a investigação

Imagens de câmeras de segurança divulgadas pela Polícia Civil mostram o suspeito atravessando a Avenida Rafael Pereira Martini, no Jardim Redentor, e entrando no veículo de Pâmela. Segundo os investigadores, ele próprio teria solicitado a corrida por meio do aplicativo Uber.

Preso no dia 8 de outubro, o homem apresentou inicialmente outra versão. Ele afirmou que teria apenas solicitado a viagem em sua conta para que outra pessoa realizasse o crime e negou participação direta na morte da motorista.

Após ser confrontado com as imagens, o suspeito mudou o depoimento e confessou o envolvimento no caso, afirmando que não teve a participação de comparsas.

Veículo seria destinado ao tráfico de drogas

Em novo depoimento, o investigado declarou que pretendia roubar o carro para repassá-lo a traficantes. Conforme a versão apresentada à polícia, o veículo seria utilizado como parte de uma negociação relacionada à aquisição e ao transporte de drogas no Paraguai.

O homem também afirmou que receberia aproximadamente R$ 2 mil pelo roubo.

A Polícia Civil ainda apura se a escolha da vítima ocorreu de maneira aleatória, como declarou o suspeito. Para esclarecer esse ponto, os investigadores solicitaram judicialmente informações à plataforma de transporte.

Faca foi localizada durante diligências

Durante as buscas, os policiais encontraram uma faca que pode ter sido utilizada no crime. O objeto foi localizado em diligências realizadas em áreas relacionadas à investigação e encaminhado para perícia.

O carro da vítima também foi encontrado no Jardim Redentor, em Bauru, bairro onde o suspeito mora. Na perícia, foram identificadas manchas de sangue no banco do motorista e vestígios no teto do veículo.

O investigado foi localizado na casa da namorada, também no mesmo bairro. Dois celulares pertencentes à motorista ainda não haviam sido encontrados, segundo as informações divulgadas durante a investigação.

O homem permanecia preso na cadeia de Avaí, com previsão de transferência para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru.

Corpo foi encontrado em área rural de Piratininga

Pâmela foi encontrada morta em 8 de outubro, em uma estrada de terra nas proximidades do Museu do Café, na zona rural de Piratininga, município vizinho a Bauru. O corpo apresentava marcas de violência provocadas por arma branca.

A motorista estava desaparecida desde o dia anterior, quando saiu de casa para trabalhar. A família registrou um boletim de ocorrência depois de perder o contato com ela e perceber que seu telefone estava desligado e o veículo não havia retornado.

Mensagens enviadas pela motorista ajudaram nas buscas

As mensagens compartilhadas por Pâmela em um grupo de WhatsApp contribuíram para direcionar as buscas. Em uma das conversas, ela relatou estar havia cerca de dez minutos com um passageiro na região do Museu do Café, em Piratininga.

Segundo o relato enviado aos contatos, o passageiro dizia ter dificuldades para acessar o banco e realizar o pagamento da corrida. A motorista também compartilhou sua localização, informação que ajudou familiares e investigadores a reconstruir seus últimos deslocamentos.

De acordo com a irmã da vítima, Stefânia Nolastro Cunha, a família começou a reunir informações após conversar com outros motoristas de aplicativo que conheciam Pâmela.

A vítima havia mantido contato com os parentes até aproximadamente as 14h de 7 de outubro. Depois disso, a família não conseguiu mais falar com ela.

Uber informou que colabora com as autoridades

Em manifestação sobre o caso, a Uber lamentou a morte da motorista e afirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação. A empresa também informou que a conta utilizada para solicitar a corrida foi temporariamente desativada enquanto o caso é apurado.

A investigação da Polícia Civil busca esclarecer todas as circunstâncias do crime e reunir elementos periciais e documentais para a conclusão do inquérito.

FOTO E FONTE:G1

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