INVESTIGAÇÃO | BAURU

Gaeco investiga deslocamentos de Renato Purini antes de prisão na avenida Getúlio Vargas

Ministério Público apura se o ex-secretário de Governo de Bauru teria tentado identificar a movimentação policial antes do cumprimento de um mandado de prisão preventiva. Os deslocamentos pela cidade foram considerados atípicos pelos investigadores.

Redação ConectaBauru·19 de outubro de 2026, 19:05
Gaeco investiga deslocamentos de Renato Purini antes de prisão na avenida Getúlio Vargas
Foto: ConectaBauru / Bauru

O Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), investiga as circunstâncias que antecederam a prisão de Renato Purini, ex-secretário de Governo de Bauru e marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD). Entre os pontos analisados estão os trajetos percorridos por ele na manhã de sexta-feira (16) e a possibilidade de que tenha tido acesso antecipado a informações sobre a operação policial.

Conforme informações descritas em um Procedimento Investigatório Criminal, Purini deixou o condomínio onde mora antes da chegada das equipes responsáveis pelo cumprimento dos mandados judiciais. Naquele momento, os policiais estavam nas proximidades do residencial, organizando a ação.

Diante da saída do investigado, as equipes passaram a acompanhá-lo à distância. Segundo o documento, ele circulou por diferentes regiões da cidade, incluindo áreas próximas à sede do Ministério Público e à Prefeitura de Bauru. Posteriormente, retornou às imediações do condomínio, mas não entrou no residencial.

O percurso chamou a atenção dos investigadores, que consideraram a sequência de deslocamentos incomum. A apuração busca esclarecer se o comportamento tinha relação com uma possível tentativa de verificar a presença de policiais e antecipar o cumprimento da ordem judicial.

A abordagem ocorreu na avenida Getúlio Vargas, na zona sul de Bauru, onde o mandado de prisão preventiva foi cumprido. Para o Ministério Público, as circunstâncias precisam ser aprofundadas, inclusive para verificar a hipótese de eventual intenção de fuga ou de dificultar a ação das autoridades.

O procedimento também prevê a apuração de possível acesso a informações privilegiadas relacionadas à operação. Até o momento, essas questões são objeto de investigação e não representam, por si só, uma conclusão definitiva sobre a conduta do ex-secretário.

Procurada pela reportagem original, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura informou que não se manifestaria, por entender que o caso ocorreu fora do âmbito institucional.

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