VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Vereador de Marília e agente licenciado da Polícia Federal aparece em vídeo imobilizando companheira com violência
Oswaldo Féfin Vanin Júnior, conhecido como Júnior Féfin, está no segundo mandato na Câmara Municipal. Caso é de conhecimento da Polícia Civil, e o Legislativo informou que acompanha a situação.

O vereador Júnior Féfin (União Brasil), de 50 anos, está no centro de uma denúncia após a divulgação de um vídeo gravado pelo próprio parlamentar, no qual aparece imobilizando a companheira com violência dentro de uma residência, em Marília, no interior de São Paulo.
Oswaldo Féfin Vanin Júnior é agente de classe especial da Polícia Federal, formado em Direito e está em seu segundo mandato consecutivo na Câmara Municipal de Marília. Natural de Tupã (SP), ele vive na cidade há quase 30 anos e é pai de uma adolescente de 15 anos.
Segundo informações divulgadas pelo próprio vereador nas redes sociais, ele está licenciado das funções na Polícia Federal desde que assumiu o cargo eletivo. O parlamentar também afirma ter optado por não receber o salário de vereador, cujo valor informado na reportagem original é de aproximadamente R$ 6,7 mil.
De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, a remuneração de um agente da Polícia Federal de classe especial ultrapassa R$ 25 mil. A corporação foi questionada sobre a situação funcional do servidor e a manutenção dos vencimentos, mas não havia se manifestado até a última atualização da reportagem original.
Vídeo mostra imobilização da companheira
Nas imagens divulgadas nas redes sociais, o vereador aparece sobre a mulher, que está caída no chão, pressionando o pescoço dela com as pernas. Durante a gravação, a vítima afirma que está sendo sufocada e relata dores no braço.
Enquanto a mantém imobilizada, o parlamentar repete que ela estaria “descontrolada” e pede que fique longe dele. Após conseguir se soltar, a mulher ouve novas solicitações para que se afaste. Na sequência, o vereador vai até o banheiro e grava o próprio rosto diante do espelho.
Segundo informações apuradas pelo g1, a mulher procurou a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília, mas, bastante abalada, não concluiu o registro da ocorrência. Ela também buscou atendimento médico após o episódio.
Questionado pela TV TEM, Júnior Féfin afirmou que o caso ocorreu em âmbito pessoal e que a situação teria sido resolvida.
O episódio chegou ao conhecimento da Delegacia Seccional de Marília. A Polícia Federal também foi questionada sobre a possibilidade de abertura de procedimento disciplinar para apurar a conduta do agente, mas não havia respondido até a publicação da reportagem original.
Câmara Municipal se manifesta
Em nota, a Câmara Municipal de Marília informou que acompanha o caso com “máxima atenção” e repudiou qualquer ato de violência. O Legislativo reiterou seu compromisso com os direitos humanos, a integridade física e a dignidade das pessoas.
A Casa declarou ainda que os fatos estão sob apuração das autoridades competentes e que adotará as medidas cabíveis dentro de suas atribuições, respeitando a legislação, as normas regimentais e os princípios constitucionais.
Fonte: g1 Bauru e Marília / TV TEM.
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